segunda-feira , agosto 21 2017
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Alan Ruschel recebe alta e vai ao dentista para poder dar entrevistas

Sobrevivente da queda do avião da Chapecoense, lateral tem alta e pede para consertar dentes quebrados

Alan Ruschel deixa o hospital e vai para casa depois de 18 dias do acidente aéreo (Foto: Marcelo Siqueira/RBS TV)
Alan Ruschel deixa o hospital e vai para casa depois de 18 dias do acidente aéreo (Foto: Marcelo Siqueira/RBS TV)

A surpreendente recuperação de Alan Ruschel teve seu ápice às 16h21 desta sexta-feira, quando o jogador deixou o hospital da Unimed, em Chapecó, a caminho de casa. O lateral-esquerdo é um dos seis sobreviventes da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense, além de jornalistas e tripulantes, e deixou 71 mortos no dia 29 de novembro.

Recebido por familiares e pelo companheiro de equipe Hyoran, em quem deu um forte abraço, Alan Ruschel saiu do hospital numa cadeira de rodas por procedimentos protocolares, mas se levantou perto do carro que o esperava e acenou para os jornalistas e admiradores que se encontravam no local. Como se pedisse aplausos, bateu as mãos e foi atendido.

No primeiro dia de vida normal, Alan Ruschel pediu para ir ao dentista. Uma das maiores preocupações do lateral-esquerdo antes de aparecer publicamente é corrigir dentes que foram quebrados na queda do avião. Na manhã de sábado, ele dará a primeira entrevista coletiva na Arena Condá, estádio da Chapecoense.

Encontrado com vida, atendido com eficiência na Colômbia, e transferido para o Brasil na última terça-feira, já recuperado de lesão na coluna, Alan Ruschel deixou o corpo médico espantado pela evolução de seu estado. Em duas noites no hospital, comeu normalmente, conversou, esteve o tempo todo com os familiares, não se queixou de dores e até tentou visitar o zagueiro Neto, seu companheiro de equipe que chegou na última quinta-feira ao hospital.

Alan Ruschel e as médicas têm falado muito sobre voltar a fazer exercícios. Em casa, o jogador não terá necessidade de tratamentos específicos, a não ser fisioterapia. A possibilidade do retorno à prática do futebol é considerada muito precoce por quem tem cuidado do sobrevivente.

Alexandre Lozetti / Globo Esporte