Brasil => China => Brasil: transferências do atacante Marinho podem salvar clube centenário de Alagoas

Data: 21/07/2018


A cidade é Penedo. Foi lá no interior de Alagoas que Marinho, atacante do Grêmio, rabiscou os primeiros dribles. No Penedense, clube fundado em 1909, ele começou e disputou os primeiros jogos na base.

O tempo passou e o alagoano ganhou destaque no futebol. Foi para o Fluminense, ainda na base, passou por Inter, Ceará, Cruzeiro e chegou ao Vitória. De lá, foi negociado com o Changchun, da China, e voltou neste semestre para o Brasil, para o Grêmio.

Essas mudanças foram boas para o time alagoano, afinal, o mecanismo de solidariedade da Fifa prevê um percentual nas transferências internacionais para os clubes formadores.

E a grana pode chegar logo quando Penedense atravessa o momento mais difícil de sua história, sem recursos para disputar até a Segunda Divisão do Alagoano.

Em outubro, a expectativa era de que a porcentagem para o Penedense da negociação entre Vitória e Changhum fosse de 0,5%, com R$ 85 mil destinados ao clube. A cifra mudou e quem confirma a informação é Geraldo Tavares, responsável pela comissão organizadora do clube.

– A estimava que temos é de que receberíamos, na primeira transferência, R$ 175 mil. Ainda não calculamos o que receberíamos dessa volta ao Brasil, para o Grêmio – lamentou.

eceberíamos é a palavra chave. O Penedense ainda não recebeu a primeira parcela do dispositivo de solidariedade e, de acordo com o dirigente, não há expectativa para receber essa segunda parcela.

A contratação de Marinho, de 28 anos, pelo Grêmio girou em torno de R$ 13 milhões. Já dá para fazer as novas contas. Assim, os recursos para o Penedense devem passar de 300 mil, uma grana alta para a realidade do clube.

O que já foi feito

Marinho enviou até carta para a Fifa, confirmando que jogou nas divisões de base do Penedense. Nos registros do clube, inclusive, Marinho atuou lá em 2004, 2005 e 2006, mas, até agora, a diretoria garante que não recebeu os recursos.

O momento

O Penedense está tentando a reestruturação. Não jogou a Primeira Divisão do Campeonato Alagoano, nem jogará a Segundona. Agora, 11 pessoas formam uma comissão organizadora do clube e, em dezembro, haverá uma nova eleição para escolher o presidente.

No ano passado, o clube acreditava que receberia esse dinheiro e conseguiria sanar os problemas financeiros. Para sair da crise, tentou alternativas nada convencionais: rifa de porco, cabra e garrote, além do sorteio de fusca, galetos e cerveja, são exemplos do que o Penedense fez pra atravessar a crise em 2017.

 

 

Fonte: Globoesporte

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