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Jovem estuprada durante 11 anos denuncia o pai e é rejeitada pela família

Pai da vítima foi preso em Jucás, no interior do Ceará. Família nega e não aceita mais a garota em casa.

Polícia divulgou imagem sem identificar o suspeito para que a vítima não seja reconhecida / Foto: Polícia Civil/Divulgação
Polícia divulgou imagem sem identificar o suspeito para que a vítima não seja reconhecida / Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um homem foi preso nesta quarta-feira (9) em Jucás, no Ceará, suspeito de estuprar a filha durante 11 anos. A garota, atualmente com 17 anos, fez a denúncia ao Conselho Tutelar da cidade, que comunicou o caso ao Ministério Público e à Polícia Civil.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Paixão da Silva, “há indícios suficientes” para manter a prisão do suspeito, mas ele e a família negam os crime, o que levou à rejeição da garota.

“Ela vinha sofrendo abusos desde os seis e sofria ameaças para não contar sobre o caso. Ela disse em depoimento que sofria abusos de todas as formas, são detalhes que é melhor nem descrever”, afirma o delegado.

De acordo com o Conselho Tutelar de Jucás, a garota chegou a ser amarrada a uma cama enquanto o pai a abusava.

O delegado afirma, ainda, que ouviu várias testemunhas. “A juíza entendeu que houve elementos suficientes para determinar o mandado de prisão, e a gente espera que ela mantenha também essa prisão”, diz Thiago Paixão.

Fora de casa

O suspeito e a mulher negaram os crimes de estupro. Após a denúncia, a adolescente foi rejeitada pela família. Segundo a promotoria, o grupo que presta assistência à jovem requisitou um pedido de acolhimento institucional para ela.

“Além do estupro, existe uma vitimização secundária, por parte da família, existe uma grande barreira que dificulta as denúncias contra esse tipo de crime. Ainda é muito difícil que a vítima relate o caso, principalmente quando acontece no âmbito familiar”, diz o delegado.

A denúncia que levou à prisão do suspeito em Jucás foi feita pela garota ao Conselho Tutelar, mas Thiago Paixão lembra que a polícia também recebe esse tipo de caso. “Não só as vítimas, mas qualquer pessoa pode e deve procurar a polícia se testemunhar esse tipo de crime”, afirma.

Fonte: G1 CE